a story.

the story of my life? nã. just some of my thoughts.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

página de um diário.

"31 de Dezembro - Domingo

Acordo à uma da tarde e como de costume, vejo se tenho alguma mensagem no telemóvel. Deparo-me com 4 mensagens. Leio-as. Todas pretendem desejar-me um bom ano novo. Que simpáticos.. eu cá não mandei nada a ninguém este ano. Dá muito trabalho e gasta-se muito dinheiro, coisa que não nasce do céu, infelizmente.
Depois de tomar banho, desço as escadas e encontro a minha avó. Primeiro pensamento racional do dia: "Ena pá.. cum catano.. por favor, que ela não comece a contar as histórias da infância do meu pai durante o almoço!". Não me valeu de nada. Passou grande parte do almoço a falar disso. Claro que algumas são bem engraçadas, mas há outras que já se tornam repetitivas.
Passo a tarde toda no computador, na esperança de conseguir matar as saudades do estágio. É impossível. Foi bom demais para se "esquecer" tão depressa. As pessoas, o convívio.. brutal. A sorte é que vou estar com alguns deles este fim-de-semana, quando for a Coimbra.
Hora de jantar: como empadas, frango churrasco e arroz. Infelizmente não havia mousse de chocolate.
Depois de jantar passo a noite a ver o "Dança Comigo", com a Catarina Furtado a dar beijinhos ao marido.
3, 2, 1, benvindo a 2007! - ouço o meu vizinho a lançar foguetes no quintal.
Depois de um susto de morte fico a ver um filme até às 3h30 da manhã.
Engraçadota, a minha passagem de ano, pois foi?"

Mara Mata - 03.01.2007

segunda-feira, janeiro 01, 2007

2006.

Os melhores acontecimentos/pessoas de 2006:
- Tiago David
- Duplas Ar livre, campeã regional
- Duplas Ar livre, 5º lugar nacional
- Nokinhax
- Bekinhax
- Torneio Summer Cup, Lousã
- João Mariano
- Fips
- Torneio de quadras CVA
- Mistos forever
- Daniel Felix (dupla)
- Torneio S. Pedro de Moel
- André Vieira
- 30h Esmoriz, 3º lugar
- Turma, 10ºA
- Cestari
- Equipa
- André Guimarães
- Prenda de Natal
- Estágio na Pampilhosa da Serra prá selecção regional
- os "Canhões"
- Rosa
- Tati
- Gen
- Susana
- Carolina
- Flávia
- Cancela
- Inês
- Tânia
- Rita
- Joana
- MIGUEL MAIA
- Festinhas do presidente da associação na minha cabeça
- "opa Mara!" , "heeee, pum!"

Sim, eu sei que a maioria é dedicado ao vólei. Mas a verdade, é que aquilo que mais me marca é o vólei e acho que já não consigo viver sem isso :)
Beijinho enorme às pessoas que mencionei e que 2007 seja bem melhor que 2006! *

sábado, novembro 11, 2006


"A felicidade é contagiosa.
E desisteressante.
Não acontece nada enquanto estamos felizes. Só estamos felizes porque houce alguma coisa que já aconteceu. O que nos vale é a lembrança duma vida de martírio ininterrupto. E de infinito prazer.
Muitas vezes confundem-se, não é?
Depende de quem está a contar o quê."
Miguel Esteves Cardoso in O Amor é Fodido

sexta-feira, novembro 03, 2006

i've got so tired along the way..

"Aos quinze anos o coração já cresceu, mas ninguém repara. Não o deixam bater como devia. As crianças crescem e os adultos envelhecem . E o que faz o adolescente? Coitadinho, não tem hipóteses: adolesce. Aos quinze anos, o mal é este: nem se é tratado como adulto (como se queria) nem se é tratado como criança (o que sempre consolaria). Não se é tratado. Ponto final. Os 15 anos são intratáveis. Os mais novos - a malta do armário, enfrentando o absurdo da puberdade - não têm nada a ver. Os mais velhos olham para quem tem 15 anos como se olha para quem tem lepra. Restam apenas as outras pessoas com 15 anos, mas essas estão demasiado ocupadas com ter 15 anos para poderem reparar nas outras almas com as quais partilham tal aflição. Só apetece chorar. É o que se faz.
Chora-se muito. Aos 15 anos tudo é muito importante. É-se uma pessoa nova pela primeira e
única vez na vida e o mundo, difícil e grande, percebe-se e faz-se pesar tal qual ele é. (A partir dos 16 anos já não se aguenta e finge-se que é mais fácil ou mais pequeno.) Aos 15 anos tudo é muito tudo, e é tudo ao mesmo tempo. Há muitas coisas que se querem muito e sofre-se muito por não as ter e brada aos céus o quanto se precisa realmente delas e parece impossivel que ninguém perceba. E é incrivel como toda a gente se junta para nos impedir de alcançá-las. E é muito triste saber que há-de ser assim durante toda a vida, que é quanto dura ter 15 anos. Mas a luta continua.
Aos 15 anos, tudo é muito, simplesmente. Qual simplesmente! Complicadamente. Tudoé muitíssimo. É preciso muito e é muito preciso. É tudo muito lindo e muito dificil e muito injusto e muito urgente e pronto - será isto assim tão dificil de perceber? O mundo é mesmo como se vê quando se tem 15 anos, só que acabamos por desistir de vê-lo assim, porque custa tanto. (...)
Como fazer então? Como fazer quando se tem 15 anos? A primeira indicação de guerrilha é psicológica. Mentalizem-se: quinze anos é muito tempo. É muito ano já. Ter vivido quinze anos, ter chegado, já é qualquer coisa. Parabéns. Agora chega de peneiras. A luta continua.
Sim, o que está a acontecer à liberdade? É preciso lutar por ela. É preciso conquistá-la ao inimigo. Neste caso o inimigo sofre a agravante de ser benevolente. É certo que os pais só querem o nosso bem, só que não é bem o bem que nós queremos. Os pais têm de ser encarados como ditadores que, por serem bem intencionados, não deixam de ser fascistas. E vice-versa, seguindo a melodia de "Por morrer uma Andorinha, Não acaba a Primavera"; lá por serem uns terríveis fascistas, opressores da liberdade, não deixam de ser quem eram."
Miguel Esteves Cardoso in Os Meus Problemas adaptado
 
 
Bem, foi este o texto que eu "devorei" no teste de Português e que me proporcionou uma nota de 15,3 - a única boa notícia da semana (que tinha logo de ser recebida numa sexta, ou seja, no fim da semana).
 
Isso é grande parte do que ando a sentir ultimamente. Acontece tudo ao mesmo tempo e há muito pouca coisa positiva. Sente-se a falta daquelas coisas essenciais que desapareceram ou simplesmente se afastaram. Recorda-se os tempos em que tudo era simples, fácil e quase perfeito, onde estávamos constantemente felizes. Agora se tivermos 10 minutos de felicidade é óptimo. Andamos sempre preocupados, stressados a pensar naquilo que ainda temos pra fazer (porque adiámos no outro dia, devido à preguiça). Odeio isto. *